Diga-me, quer ser minha companheira de jogo? Quer sempre, sempre brincar? Que caminhemos juntos pelo precipício, que pareçamos importantes, com nosso coração infantil, que nos sentemos sérios à mesa, e com sabedoria bebamos vinho e água, que desfrutemos do belo e do insignificante, e com nostalgia vistamos velhas roupas? Diga-me, você quer jogar o jogo da vida, no inverno de neve ou no outono interminável, podendo beber o chá, calados, o chá de rubi com seu vapor amarelo? Quer viver de verdade com um coração puro, ficar em silêncio por um longo tempo, ás vezes ter medo... porque na praça se revolve o novembro, porque o varredor de rua é um homem pobre e doente; quem assovia sob nossa janela? Você quer brincar de cobra, de águia, de longas viagens de trem, de navio, no Natal, no sonho de todas as coisas belas? Você quer jogar o jogo do amante feliz? Fingir o pranto, o funeral colorido? Você quer viver, viver para sempre um jogo, que se converta em algo verda...
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